Devedores Anônimos

Recuperação para problemas com endividamento compulsivo

Pagina Oficial do Grupo de Devedores Anônimos do Rio de Janeiro - GRUPO CENTRO

 

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Esta página foi elaborada com material informativo sobre a Irmandade de Devedores Anônimos, é uma forma de  responder às solicitações dos companheiros sobre material informativo, para ser consultado e que seja de fácil referência.

Desde seu início, em 1968, milhares de homens e mulheres em todo o mundo têm ouvido ou lido a respeito da Irmandade de
Devedores Anônimos - D.A. Desses, muitos se tornaram membros de D.A. Pessoas que antes consumiam e/ou deviam em excesso, finalmente tiveram que reconhecer sua impotência perante o consumismo e/ou endividamento e agora experimentam uma nova maneira de viver, sem consumir ou dever.

Este índice contém informações sobre:

01. Como entrar em contato com Devedores Anônimos
02. Definição
03. Formação dos Grupos
04. Devedores Anônimos e a Compulsão
05. As 12 Tradições de Devedores Anônimos
06. A importância do anonimato
07. O programa de recuperação (D.A. - Como funciona)
08. As 12 Promessas de Devedores Anônimos
09. As reuniões de Devedores Anônimos
10. A literatura de Devedores Anônimos
11. Política financeira
12. As relações públicas
13. O surgimento de D.A. e seu crescimento nos EUA
14. Seu início e desenvolvimento no Brasil
 
01. Como entrar em contato com Devedores Anônimos:

      Através do atalho  Endereços no Menu, você pode ter acesso aos diversos locais pelo Brasil afora, onde já está em pleno funcionamento alguns Grupos de Apoio de D.A.

02. Definição:
 

      Para auxiliar pessoas que sofrem da Oneomania foi criado um grupo conhecido como Devedores Anônimos - D.A., tem o propósito de ensinar seus membros a reaprender a lidar com o dinheiro e para isso realizam cálculos das despesas domésticas e as relacionam com os ganhos mensais da pessoa. O grupo está no Brasil há onze anos. Ele foi criado em abril de 1997 e tem como base a proposta dos Devedores Anônimos norte-americano Fundado nos Estados Unidos em 1968 e europeu. O grupo presta serviços em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Ceará e deve chegar as outras capitais em breve. Os encontros são semanais e duram, em média, 2 horas.

    Nas reuniões do Grupo de Apoio de D.A., o consumidor ou devedor compulsivo encontra o conforto e a possibilidade de desabafar com outros que sofrem da mesma doença.

      Acredita-se que 01 em cada 12 americanos corre risco de ter a "síndrome da compulsão por compras", descrita no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Distúrbios Mentais), o guia dos psiquiatras americanos.

       E, no Brasil, mesmo sem estatísticas oficiais, sabemos que esta síndrome já está entre nós... 

Endividamento compulsivo

é uma doença.

       Tal síndrome é mais uma a fazer parte das doenças movidas pelo impulso. A explicação pode estar nos baixos níveis de serotonina no cérebro.

       Na pesquisa, foram testados 24 voluntários em São Francisco, Califórnia, com dívidas médias de US$ 50 mil.

      Todos se queixavam de dores de cabeça caso não comprassem, diariamente, algum utensílio, por mais inútil que fosse. O impulso de torrar até o último centavo é estimulado pelas facilidades oferecidas por cartões de crédito, financiamentos e empréstimos.

     O fenômeno pôde ser observado durante a febre de ações da "Nova Tecnologia", na bolsa Nasdaq. Os investidores americanos compravam ações no cartão de crédito, recebiam seus dividendos e tornavam a gastar cada centavo, sem pagar a fatura anterior. Quando a "bolha" da Internet estourou, muitos deles faliram, sem no entanto, abandonarem seus cartões de crédito. O problema gerou a criação de um grupo de ajuda, nos moldes dos Alcoólicos Anônimos, os Devedores Anônimos, onde se aprende a fazer orçamentos, a negociar dívidas e a controlar o furor comprista.

      Nós descobrimos que é uma doença que nunca melhora, somente piora, com o passar do tempo. É uma doença progressiva em sua natureza, que não pode jamais ser curada, mas pode ser detida.

     Antes de chegar ao Grupo de D.A., muitos devedores compulsivos se achavam pessoas irresponsáveis,  moralmente fracas, ou as vezes, simplesmente "Más". O conceito do D.A. é o de que o devedor compulsivo é uma pessoa realmente doente que pode se recuperar caso ele ou ela siga, com toda sinceridade, um programa simples, que já provou ser um sucesso para outros homens e mulheres com um problema similar.

      Como devedores compulsivos, nós nos enquadramos em padrões de gastos que não satisfazem nossas necessidades reais. Alguns de nós temos deixado de pagar cronicamente nossas contas e dividas, mesmo quando nós tínhamos o dinheiro para pagá-las. Ou nós temos feito pagamentos fielmente para 01 ou 02 credores e negligenciado os outros. Alguns de nós têm simplesmente ignorado nossas dívidas por algum tempo, na esperança de que, de alguma maneira, elas possam ser pagas milagrosamente. Alguns de nós têm sido gastadores compulsivos, comprando coisas de que não necessitamos, e nem queremos. Quando nós nos sentimos carentes, ou que, algo está faltando nós esbanjamos dinheiro em algo que não podemos pagar. Nós gastamos compulsivamente, entramos em dívidas, nos sentimos culpados, prometemos que nunca faremos isto de novo, e apenas repetimos o mesmo ciclo na próxima vez que o sentimento de "não sermos suficiente" aflore. tendo gasto além da conta, nós freqüentemente não tínhamos nada para mostrar no que gastamos, e ficamos nos perguntando para onde foi todo aquele dinheiro. Alguns gastadores compulsivos não estão realmente endividados, mas mesmo assim, são bem vindos ao D.A. O único requisito para ser membro do D.A., é o desejo de evitar fazer dívidas sem hipoteca(garantia).

      Alguns de nós têm se tornado empobrecidos compulsivos, permitindo-nos ficar freqüentemente sem dinheiro, batalhando de uma crise financeira para outra. Há ainda alguns de nós que acham quase impossível gastar dinheiro consigo mesmos. A televisão estraga e fica estragada, aquele par de sapatos, pronto para ser aposentado, é obrigado a rodar mais um ano ainda, e até problemas de saúde e dentários não são cuidados.

       Esta doença afetou nossa visão de nós mesmos e do mundo à nossa volta. Ela nos levou a acreditar que não éramos "suficientes" - em casa, no trabalho, em situações sociais, em relacionamentos amorosos. Ela também nos levou a crer que não há o suficiente no mundo lá fora para nós. esta doença criou uma sensação de pobreza em tudo o que fazíamos e víamos. Em reação a isso, nós nos recolhíamos para um mundo de fantasias, ficávamos preocupados com dinheiro, e evitávamos responsabilidades.

Como o Endividamento compulsivo

pode afetar nossas vidas?

      O uso de crédito sem hipoteca ou garantia destrói nossa auto-estima, fere nossas famílias, e cria uma serie de problemas. Nós ficamos com medo. Nós passamos noites em claro. Nós tememos abrir nossa correspondência por medo do que iremos encontrar. Nós vivemos perseguidos por extratos digitalizados sem-fim, cobradores e advogados, nós podemos até ter desenvolvido sintomas fisiológicos por causa da preocupação (ex. pele e psiquismo, compulsão e pele, psoríase). Membros da família nos rejeitam, mais comumente, nós os evitamos, porque nós devemos dinheiro a eles. Outros parentes, que tinham se compadecidos de nossa situação a principio, eventualmente se cansaram de escutar nossas reclamações sobre nunca ter o suficiente para cumprir nossos compromissos.

     Quando nós participamos da nossa primeira reunião de D.A., nós estávamos perdidos, por muitas perdas: perda de salário, que havia sido engolido por dívidas e por gastos compulsivos; perda de fé; perda de respeito próprio e paz de consciência; perda de amizades; e algumas vezes de saúde, emprego e família. Muitos de nós buscamos ajuda de vários indivíduos ou organizações, mas sempre acabávamos nos sentido como se ninguém entendesse nosso problema. Nossa solidão fez com que nos recolhêssemos mais e mais em nós mesmos. Nós perdemos a vitalidade e o interesse na vida. Nós não podíamos trabalhar ou cuidar de nós mesmos ou de nossos entes queridos apropriadamente. Alguns de nós achamos que estávamos ficando loucos e outros chegaram a contemplar o suicídio. Esse senso de desespero, ou "chegar ao fundo do poço", foi nosso primeiro passo em Devedores Anônimos. Nós vimos que nossas tentativas de esquematizar e manipular nossas vidas nunca funcionaram. Nós admitimos que éramos impotentes perante as dívidas. Nós estávamos prontos para pedir ajuda.

03. Formação dos Grupos:
 

      Os Grupos de Devedores Anônimos - D.A. não mantém registro de seus membros, portanto, é muito difícil obter números exatos. Os  Grupos até o momento não estão inscritos em nenhum Órgão Centralizador, pois no Brasil estamos engatinhando, mas num futuro breve estaremos também organizados, como tal. Outros não fornecem dados referentes à sua composição e, portanto, não estão registrados nos arquivos digitalizados. Não há forma possível de calcular o número de membros que estão filiados a um Grupo de D.A. local.

04. Devedores Anônimos e a Compulsão:
 

Devedores Anônimos interessa-se unicamente pela recuperação individual e manutenção da solvência dos devedores que procuram ajuda na Irmandade.

    D.A. não se envolve nos campos de pesquisa sobre compulsão, de tratamento médico ou psiquiátrico, na educação ou propaganda de qualquer espécie, embora seus membros, particularmente, possam participar de tais atividades.

    A Irmandade tem adotado uma política de "cooperação sem filiação" com outras organizações que se interessam pelo problema da Oneomania.

    A ONEOMANIA é uma doença progressiva em sua natureza, que não tem cura e somente pode ser detida. Antes de chegar ao D.A, muitos devedores compulsivos se achavam irresponsáveis, moralmente fracos, acreditando muitas vezes inclusive que eram “maus”. O conceito do D.A é que ele é uma pessoa realmente doente que pode se recuperar caso siga, com toda sinceridade e boa vontade, um programa simples que já provou ser um sucesso para outros com um problema similar. Os 12 passos e as 12 tradições.

    O único requisito para ser membro é o desejo de parar de fazer dívidas sem colateral. Não há taxas para se filiar  ao  D.A. Não  é  preciso  preencher  nenhuma  proposta  nem  dar seu  nome completo. D.A não está  ligado  a nenhuma  seita, movimento  político, organização  ou  instituição, não  se  envolve  em  qualquer controvérsia, nem endossa ou se opõe a qualquer causa. Nosso objetivo primordial é de permanecer solventes e ajudar outros devedores compulsivos a chegarem à solvência. Portanto se você admite que é impotente perante as dívidas, que elas tem causado em você ansiedade, angústia, depressão, nervosismo, mêdo e outras emoções torturantes, existe uma saída para você. Nem Que Tudo Mais Tenha Fracassado! O programa de Devedores Anônimos, é o seu caminho para recuperação do endividamento compulsivo... venha nos conhecer!.

05. As 12 Tradições de Devedores Anônimos:
 

D.A OFERECE AJUDA. Devedores Anônimos - D.A é uma irmandade de homens e mulheres que compartilham sua experiência, força e esperança a fim de solucionar seus problemas comuns e de ajudar uns aos outros na recuperação do endividamento compulsivo.

1. Nosso bem-estar comum deve vir em primeiro lugar, a recuperação individual depende da unidade de D.A.

2. Para o Grupo existe apenas uma única autoridade: um Deus amoroso que Se expressa em nossa consciência coletiva. Nossos líderes são apenas servidores de confiança. Eles não governam.

3. O único requisito para ser membro é o desejo de parar de fazer dívidas sem colateral.

4. Cada Grupo é autônomo, exceto em assuntos que afetam outros Grupos de D.A. como um todo.

5. Cada Grupo tem apenas um propósito primordial - levar estar mensagem ao devedor que ainda sofre.

6. Um Grupo de D.A. nunca deverá endossar, financiar ou emprestar seu nome para nenhuma empresa ou instituição alheia, para que problemas de dinheiro, propriedade e prestigio não nos desviem de nosso propósito primordial.

7. Cada Grupo de D.A. deverá ser auto-suficiente, recusando contribuições de fora.

8. Devedores Anônimos deverá manter-se sempre não-profissional, mas nossos centros de serviços poderão contratar funcionários especializados.

9. D.A. nunca deverá ser organizado como tal, mas podemos criar quadros de serviços ou Comitês de Serviço diretamente responsáveis perante aqueles a quem prestam serviços.

10. Devedores Anônimos não tem opinião  sobre nenhum assunto externo, o nome de D.A. nunca deverá ser envolvido em quaisquer controvérsias públicas.

11. Nossa política de relações públicas se baseia na atração ao invés da promoção, precisamos sempre manter anonimato pessoal na imprensa, no rádio e em filmes.

12. O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas Tradições, lembrando-nos sempre de manter princípios acima de personalidades.

        Ainda que as Doze Tradições não sejam obrigatórias para nenhum membro ou Grupo de D.A., a maioria deles as adotam como base para ampliar as relações internas e públicas da Irmandade.

06. A importância do anonimato:
 

        "O anonimato é o alicerce espiritual de todas as nossas tradições, lembrando-nos sempre de colocar princípios acima de personalidades".

Décima segunda tradição de Devedores Anônimos.

       "Nós praticamos o anonimato, que nos permite ter liberdade de expressão ao nos assegurar de que o que dissemos nas reuniões ou a outros membros de D.A. não irá, em nenhum momento, ser repetido".

Quarta ferramenta de Devedores Anônimos.

      Tradicionalmente, os membros de D.A. sempre cuidaram de manter seu anonimato em nível público: na imprensa, no rádio, na televisão, no cinema e, mais recentemente, na Internet.

07. O programa de recuperação (D.A. - Como funciona):
 

       Raramente vimos alguém fracassar tendo seguido cuidadosamente nosso caminho. Os que não se recuperam são pessoas que não conseguem ou não querem se entregar por completo a este programa simples, em geral homens e mulheres que, por natureza, são incapazes de serem honestos consigo mesmos.  

      Existem pessoas assim. Não é sua culpa; parece terem nascido assim. São naturalmente incapazes de aceitar e desenvolver um modo de vida que requeira total honestidade. Suas "chances" são inferiores à média. Existem, também, as que sofrem de graves distúrbios mentais e emocionais, mas muitas delas se recuperam, se tiverem a capacidade de serem honestas.

       Nossas histórias revelam, de uma forma geral, como costumávamos ser, o que aconteceu e como somos agora. Se você chegou à conclusão de que quer o que nós temos e deseja fazer todo o possível para obtê-lo, então está pronto para dar alguns passos.

Diante de alguns, nós recuamos. Achamos que poderíamos encontrar um modo mais fácil e mais cômodo. Mas não pudemos. Com toda a veemência de que somos capazes, pedimos que você seja corajoso e cuidadoso, desde o início. Alguns de nós tentamos nos agarrar a nossas velhas idéias e o resultado foi nulo, até que nos rendemos incondicionalmente.

Lembre-se de que estamos lidando com o consumismo - traiçoeiro, desconcertante, poderoso! Sem ajuda, é demais para nós. Mas há Alguém que tem todo o poder - este alguém é Deus. Que você possa encontrá-lo agora!

Meias medidas de nada adiantaram. Continuamos no ponto crítico. Pedimos a Ele proteção e cuidado, em total abandono.

Eis Os Doze Passos, que demos e que são sugeridos como um programa de recuperação:

1. Admitimos que éramos impotentes perante as dividas, que tínhamos perdido domínio sobre nossas vidas.

2. Viemos a acreditar que um PODER SUPERIOR a nós mesmos poderia nos devolver a sanidade.

3. Tomamos a decisão de entregar nossa vontade e nossa vida aos cuidados de DEUS, como nós O concebíamos.

4. Fizemos um minucioso e destemido inventario moral de nós mesmos.

5. Admitimos perante DEUS, perante nós mesmos e perante outro ser humano a natureza exata de nossas falhas.

6. Ficamos inteiramente prontos para que DEUS  removesse todos esses defeitos de caráter.

7. Humildemente pedimos a ELE remover nossas imperfeições.

8. Fizemos uma relação de todas as pessoas que tínhamos prejudicado e nos dispusemos a reparar os danos a elas causados.

9. Fizemos reparações diretas dos danos causados a tais pessoas, sempre que possível, salvo quando fazê-lo significasse prejudicá-las ou a outrem.

10. Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

11. Procuramos através da prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com DEUS, como nós O concebíamos, rogando apenas o conhecimento de Sua vontade em relação a nós e as forças para realizar essa vontade.

12. Tendo tido um despertar espiritual por meio destes passos, procuramos levar esta mensagem aos devedores compulsivos e praticar estes princípios em todas as nossas atividades.

         Muitos de nós exclamamos: "Mas que tarefa! Não conseguirei fazer tudo isso!" Não desanime! Nenhum de nós foi capaz de se manter absolutamente fiel a esses princípios. Não somos santos. O importante é que desejamos crescer espiritualmente. Os passos acima descritos são guias para o progresso. Nossa meta é o progresso espiritual e não a perfeição espiritual.

      Nossa descrição de devedores compulsivos, o capítulo aos agnósticos e nossas experiências pessoais, antes e depois, deixam claras três idéias válidas:

    1) Que éramos devedores compulsivos e não conseguíamos controlar nossas próprias vidas;

     2) Que, provavelmente, nenhum poder humano seria capaz de afastar nosso consumismo ou endividamento;

     3) Que Deus poderia fazê-lo, e assim o faria, se fosse procurado.

08. As 12 Promessas de Devedores Anônimos:
 

     No programa dos Devedores Anônimos, nós nos reunimos para compartilhar nossa experiência, força e esperança para que possamos nos recuperar da doença de débito compulsivo. Quando trabalhamos os Doze Passos de D.A., e usamos as ferramentas de D.A., nós começamos a receber estes presentes do programa:

1. Aonde uma vez nós sentimos desespero, nós experimentaremos uma nova esperança.

2. A clareza substituirá a incerteza, nós saberemos intuitivamente como lidar com situações que costumavam nos desconcertar.

3. Nós viveremos dentro dos nossos meios, no entanto nossos meios não nos definirão.

4. Nós começaremos a viver uma vida próspera, descarregada de medo, preocupação, ressentimento ou débito.

5. Nós compreenderemos que nós nos bastamos, nós nos valorizaremos, assim como, valorizaremos nossas contribuições.

6. O isolamento cederá lugar ao companheirismo, a fé deslocará o medo.

7. Nós reconheceremos que há o bastante. Nossos recursos serão generosos e os compartilharemos com os outros e com o D.A.

8. Nós evitaremos comparações com os outros, ciúmes e inveja desaparecerão.

9. A aceitação e gratidão substituirão arrependimento, auto-piedade e vazio.

10. Nós não temeremos mais a verdade, deixaremos de nos esconder na negação para viver em realidade.

11. A honestidade guiará nossas ações no sentido de uma vida farta preenchida com significado e propósito.

12. Nós reconheceremos um poder maior que nós próprios como a fonte de nossa abundância, nós entenderemos o que DEUS está fazendo por nós aquilo que não podemos fazer sozinhos.

          Estas promessas são extravagantes?

          Nós pensamos que não, elas estão bem dentro das nossas possibilidades.

        Quando nós trabalhamos este programa com integridade e no melhor da nossa capacidade, um dia de cada vez, uma vida de prosperidade e serenidade nos será dada.

(aprovada em 16 de agosto de 2001, na 15ª conferência anual de serviço mundial de D.A.)

 
09. As reuniões de Devedores Anônimos:
 

         "Participamos de reuniões aonde podemos partilhar nossa experiência, forca e esperança uns com os outros. Somente dando aos recém-chegados o que recebemos em D.A, poderemos mantê-lo para nós mesmos."

Segunda ferramenta de Devedores Anônimos.

 

1) Porque é importante que os recém-chegados freqüentem Reuniões regularmente?

2) Em quantas reuniões devemos ir?

       O numero de Reuniões de que participamos é uma escolha individual. Nossa experiência mostra que freqüência regular em reuniões é uma parte importante de nossa recuperação - É vital para devedores compulsivos - e especialmente para recém-chegados. Esta é uma das ferramentas para apreendermos a mudar nosso comportamento de endividamento. Continuamos dispostos a fazer qualquer coisa para nos recuperar do endividamento compulsivo. Às vezes, isso significa desistir de outras atividades ou interromper nossas rotinas para irmos atrás das reuniões.

3) Como aprendemos com pessoas que têm problemas diferentes dos nossos?

       Quaisquer que sejam nossas circunstancias, podemos nos recuperar através da identificação com outro devedor compulsivo. Ouvindo a historia de outra pessoa, podemos pensar "Eu não sou tão mau assim". Nossa experiência, porém, tem nos mostrado que quando nos identificamos com os sentimentos contidos na historia de outra pessoa ao invés dos detalhes propriamente ditos, nossos próprios sentimentos se tornam mais calmos e começamos a enxergar soluções onde antes não víamos nenhuma.

4) Como a partilha nos ajuda a resolver problemas?

       A partilha com freqüência revela como somos parecidos e quão similares nossos problemas são, se não nos detalhes específicos, pelo menos nos sentimentos latentes. Partilhar nos permite deixar que pessoas entrem em nossas vidas e coloquem nossos problemas em perspectivas. Guardar segredos tem sido um inimigo de nossa recuperação. Não precisamos dividir cada detalhe de nossos problemas no Grupo, mas aprendemos a partilhar em profundidade com ao menos uma ou duas outras pessoas, geralmente o padrinho/madrinha ou o grupo de alivio de pressão.

5) Por que continuamos a ir a Reunião?

  • Para permanecermos abstinentes - Quando a tentação de contrair dívidas surgir, podemos ir a uma reunião e conversar sobre isso. Aprendemos o que outras pessoas fizeram para ficarem abstinentes em situações semelhantes, e sempre achamos dicas para resolver problemas que possam ter contribuído para o nosso endividamento.

  • Para quebrarmos com o isolamento - Nós nos lembramos como eram as coisas antes de virmos para o D.A., porque não queremos voltar para aquele lugar, nem repetir os mesmos erros novamente. Freqüentar regularmente reuniões também nos ajuda a reconhecer o quanto progredimos.

  • Para continuarmos a crescer - Nossa recuperação é dinâmica - podemos sempre aprender coisas novas e crescer mais. Vamos às reuniões para ouvir e partilhar sobre como aplicamos o que apreendemos. Muitos de nós vieram ao D.A., pressionados por problemas que a principio nos concentrávamos em achar soluções praticas para eles. Uma vez que estes estejam resolvidos, ainda precisamos ir às reuniões para evitar repetir os mesmos padrões que nos levam ate o D.A., nos permite sentirmo-nos parte da Irmandade nos provê muitas oportunidades de crescimento em citações práticas de vida.

6) Que sugestões geralmente são seguidas em Reuniões?

  • Não perturbarmos ninguém - De acordo com nossa primeira tradição, a unidade de nosso grupo vem em primeiro lugar. Apesar de que isso talvez nunca aconteça, a consciência do grupo pode pedir a alguém que esteja perturbando a sair da sala. Ninguém, é claro, pode ser expulso de Devedores Anônimos como um todo porque a nossa terceira tradição diz que o único requisito para ser membro é o desejo de parar de se endividar.

  • Não entramos em conversas paralelas - Por conversas paralelas queremos dizer aquelas que interrompem ou diretamente se dirigem a outro partilhador. esta medida nos permite ter liberdade do medo do julgamento ou de interrupção.

  • Respeitamos o anonimato dos outros - O principio do anonimato significa que não levamos para fora das reuniões o que ouvimos e quem vemos nelas. A maioria de nós prefere que nossas identidades e historias permaneçam confidenciais. Anonimato é o principio espiritual de todas as nossas tradições.

7) O que acontece nas Reuniões?

       O formato varia de região para região e de reunião para reunião, existem alguns elementos em comum a todas elas: a leitura de um preâmbulo, um membro coordena a reunião, outro secretaria anotando na ata os dados importantes da reunião, a coleta das doações (7ª Tradição), bem como, controla a lista do inscritos para partilhar os seus depoimentos.

8) Que tipo de Reuniões existem?

       As reuniões são classificadas como abertas ou fechadas . As pessoas que podem ir as reuniões abertas, incluem as curiosas e aquelas cujo interesse no programa é profissional, mas não pessoal. Reuniões fechadas são para pessoas que admitiram ser devedores compulsivos e para aqueles que queiram saber mais sobre o programa conforme este se aplica diretamente a eles - aqueles que suspeitam ter problema, apesar de não estarem convencidos de que precisam da ajuda de D.A. As reuniões também se classificam pelo formato. Existem reuniões com orador, seguidas de discussão e outras focadas nas Ferramentas e Passos. As reuniões vão às vezes mais longe e são categorizadas pelo tipo de pessoas a quem sejam direcionadas (recém-chegados, proprietários de negócios, trabalhadores autônomos, etc.).É importante lembrar, entretanto, que todos os grupos de D.A., tem em comum o propósito de levar adiante a mensagem ao devedor compulsivo que sofre e que, acima de tudo, as reuniões têm mais semelhanças do que diferenças entre elas.

9) Como tiramos melhor proveito de nossas partilhas nas Reuniões?

       Na melhor de nossa habilidade, partilhamos nossa experiência, força e esperança. Nós mantemos o foco em nós mesmos. Procuramos tratar dos sentimentos, comportamentos e pensamentos que nos trouxeram ao D.A.. Se uma reunião tem um tópico, achamos melhor que nossa partilha fique no foco do tópico conforme este se relacionar conosco.

10) Que formato geralmente usamos quando contamos nossa historia?

       Quando estamos falando, nós achamos útil tratar quatro pontos: como nossas vidas costumavam ser, como aconteceu de chegarmos ao D.A., tem feito por nós e como estão nossas vidas agora. Descobrimos que não há necessidade de nos preocuparmos com a qualidade da historia, não importa quão comuns sejam os detalhes, há sempre outros que irão se identificar com os sentimentos.

11) E se formos convidados a partilhar e não nos sentirmos prontos?

  

       Alguns de nós têm sido relutantes em contar nossa historias como conseqüência  de hábitos de guardar segredos ou por outras razões. Se não nos sentimos prontos para falar, às vezes o que nos ajuda é discutir nossas razões com outra pessoa.

     Nós podemos não ser capazes de dizer "sim" toda vez que formos chamados para falar, sem que isso perturbe o equilíbrio de recuperação. Podemos conseguir direcionamento nesta área com outros membros de D.A. Descobrimos que é importante que não nos desprendemos tanto numa área a ponto de negligenciarmos outros importantes aspectos de nossas vidas.

 

12) Existem requisitos para coordenar uma Reunião ou assumir algum cargo de serviço?

       O  D.A como um todo não tem tais requisitos. Cada grupo estabelece seus próprios requisitos. Quando vimos algo como: "a consciência do grupo decidiu que para esta posição é necessário três meses  de solvência",  isto significa que para ser eleito, o grupo quer que o candidato não tenha assumido dívidas sem garantia por aquele período de tempo. Os requisitos de solvência podem mudar de acordo com a consciência  individual do grupo.

10. A literatura de Devedores Anônimos
 

     Imprimi-se uma quantidade substancial de Apostilas, livretes e folhetos que descrevem e interpretam o programa de recuperação de D.A., bem como, na imprensa, através de reportagens nas principais revistas (ex:ISTO É, VEJA, SELEÇÕES, grandes jornais, e outros), se tem falado a respeito do tema Compulsividade.

11. Política financeira
 

       No Grupo, os gastos previstos para o aluguel do lugar das reuniões, para café e para a literatura de D.A. são cobertos com dinheiro das contribuições espontâneas dos membros (7ª Tradição).

    Todas as contribuições são voluntárias. Não é necessário pagar taxas ou mensalidades para ser membro de D.A.

      O dinheiro proveniente da venda de Apostilas, livretes e folhetos aprovados  tem sido sempre um fator importante na manutenção dos serviços. Garantindo a sobrevivência do grupo.

12. As relações públicas
 

Contato com a Imprensa e a Mídia         

 

           “Cada grupo tem apenas um propósito primordial, o de levar esta mensagem ao devedor que ainda sofre”.

5ª Tradição de DA

 

“Nossa política de relações públicas se baseia na atração ao invés da promoção; precisamos sempre manter o anonimato pessoal na imprensa, rádio e filmes”.

11ª Tradição de DA

 

           A diferença entre “atração” e “promoção” pode ser um pouco sutil e pode ser vista como um assunto de grau.  Nós oferecemos informação sobre a irmandade: o que oferece/como trabalha, como um alcoólico em recuperação chamou outro alcoólico no hospital como descrito no Livro Grande de Alcoólicos Anônimos.  Nós convidamos as pessoas a ver o que elas poderiam ganhar - sim qualquer coisa - comparecendo as nossas reuniões e se juntando a nossa irmandade. 

 

          Nós “não arrastamos as pessoas para a irmandade” com propaganda PAGA em jornais, em rádio ou outdoors. Nós “convidamos”, nós não “pressionamos”; nós “oferecemos informação”, nós não “recrutamos”; nós “sugerimos”, nós não aconselhamos.  Nós só compartilhamos nossa experiência, força e esperança.

Nós acreditamos estar levando a mensagem de nosso Programa a outros devedores compulsivos de forma que eles possam entender o que nós viemos a saber sobre endividamento, e experimentar o alívio que nós encontramos. Ao alcançar a outros que ainda estão sofrendo, estamos praticando nossa 12ª Tradição que nos diz “que é por atração em lugar de promoção que nós ajudamos outros devedores”.

Nosso objetivo primordial é viver sem incorrer em nenhum débito sem garantia um dia de cada vez e ajudar a outros devedores a conseguir a solvência.  A essa altura nós estamos cooperando fornecendo-lhe as informações e/ou os membros à entrevista.  No retorno nós pedimos que:

  1. Nosso "anonimato ao nível de imprensa, rádio, filme, televisão e outras mídias" de público precisam ser respeitados para proteger a integridade do compartilhar individual, como também D.A como um todo.  Nós pedimos que você use só o primeiro nome e a primeira inicial do último nome, ou de preferência que seja utilizado nomes fictícios.
  2. Que você liste nossa informação de contato
  3. Que você nos forneça com os textos escritos, cassetes ou videoteipe de seu artigo ou radiodifusão 05 dias antes que for ao ar ou publicado.
  4. Porque não dispomos de nenhum perito em débitos em D.A. - só associado que ajuda o associado - nós pedimos que a declaração seguinte seja feita antes da declarações do entrevistado:

Obrigado por seu interesse em Devedores Anônimos e nós esperemos que tenhamos sido de ajuda a você como também para o devedor compulsivo que ainda sofre.

Para mais informação, por favor, nos contate:

Devedores Anônimos DA-RJ - Grupo centro

Rua México, 90 9º Andar ED. ESPLANADA

Centro Rio de Janeiro–RJ - CEP 20031-141

e-mail: devedoresanonimos@yahoo.com.br

Site: www.devedoresanonimos-rj.org

Cel.: 0XX (21) 9552-5163 (horário comercial)

13. O surgimento de D.A e seu crescimento nos EUA:
 

      Tudo começou por volta de 1935, nos Estados Unidos, com Bill Wilson. Ele sentiu que todos os  esforços para se livrar da compulsão pelo álcool eram totalmente inúteis. Encontrando-se uma vez mais internado num hospital, para tratamento da doença, Bill foi informado pelo diretor que o seu mal era incurável e que se tratava de uma doença. Somente um poder superior poderia auxiliá-lo no sentido de interromper a ação devastadora daquela vontade desenfreada de beber. Só seria possível sustar, colocar numa jaula, pois, a qualquer momento aquela fera, não controlada, poria tudo a perder novamente. Bill, após incontáveis tentativas frustradas para abandonar aquele vício, decidiu encarar esta nova realidade. Aproveitou, inclusive, ocasião em que se encontrava muito exposto a uma eventual queda para procurar alguém que padecesse do mesmo mal. Veio a conhecer quem viria a ser o co-fundador de A.A. Era Bob, seu companheiro de lutas por longos anos depois.

Historia dos Devedores Anônimos

      Devedores Anônimos começou em 1968 quando um grupo do núcleo de recuperação de  membros dos Alcoólicos Anônimos realizou sua primeira reunião para discutir os problemas que eles estavam experimentando com dinheiro. Eles se chamaram o " Centavo primeiro Pinchers " e Construtores " Importantes posteriores ".

    Os membros deste grupo fizeram depósitos diários em poupanças porque eles acreditaram que os problemas financeiros se originariam de uma inabilidade para economizar dinheiro. Como dias e meses passados, os membros do grupo começaram a entender que os problemas monetários não se originaram de uma inabilidade para economizar, mas deixar ao invés disso de anotar os débitos que faziam a cada dia.

     Antes de 1971, a essência do D.A. O programa se desdobrou na descoberta e entendimento do que é o endividamento compulsivo, isto era o limiar desta doença, e a única solução era usar os Doze Passos de Alcoólatras Anônimos.

       Depois de dois anos, o grupo de recuperação de A.A. liberou os membros. Reuniões surgiram e acabaram. D.A. ressurgiu em 1976 quando duas ou três pessoas começaram a se encontrar quarta-feira a noite a St. a Reitoria de Stephen em Nova Iorque. Dentro de um ano, uma segunda reunião era organizada, e Devedores Anônimos era renascido. Hoje, há mais de 500 reuniões ao longo dos Estados Unidos e em 13 outros países ao longo do mundo.

Tradução livre da pagina de DA-USA(www.debtorsanonymous.org/about/history.htm).

      A exemplo das milhares de pessoas que se recuperaram do vício do álcool, se você, com toda sinceridade e trabalho árduo observar e praticar o programa de D.A., que é muito simples, poderá dominar este terrível mal que tanto angustia aqueles que têm problema para lidar com o dinheiro. Além da nossa literatura especifica, você pode utilizar-se do livro "Os Doze Passos e as Doze Tradições" do A.A, bastando substituir a palavra álcool por debito/gasto e sobriedade por solvência.   Ligue para 0XX (11)3229-3611, se não conseguir comprar o livro.

14. Seu início, e desenvolvimento no Brasil:

     O grupo está no Brasil há 11 anos. Ele foi criado em abril de 1997 e tem como base a proposta dos Devedores Anônimos norte-americano Fundado nos Estados Unidos em 1968 e europeu. Os grupos prestam serviços em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Ceará e devem chegar as outras capitais em breve. Os encontros são semanais e duram, em média, 2 horas.


 

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Uma realização do Comitê de Informação Publica - C.I.P do DA-RJ